Nasci em 1991 e essa é minha lista de filmes, séries e animação que eu assisto quando estou triste - ou quando chove

Nasci uma pequena querida aquariana em 24 de janeira de 1991. E, bom, isso não necessariamente é relevante para o gosto pessoal das pessoas em geral, mas eu já deixo claro que acredito que noventa por cento do meu caráter foi, felizmente ou não, moldado pelos níveis altos de dedicação e paixão pela arte da época. os nossos amados anos 90. 

Realmente acredito que os anos 90 não é pra todo mundo, e se fosse, nossa vida hoje, na minha opinião seria muito mais bonita, lúdica, e encantadora! essa seleção eu assisto até hoje pela estética fofa, e analógica, essa que vibra contentamento, pausa, e respiro.

Para aqueles dias, em sua grande maioria tardes ou manhãs, que pediam um café quentinho e o meu favorito {e confortável} bolinho de chuva da minha mãe, nada supera o abraço nostálgico dos nossos seriados favoritos. aqueles que ao meu ver, era bem escritos, atemporais, cheios de camadas, e claro, refletiam em sua fotografia, o lar familiar que nos amparavam {ou deveriam} mediante nossos desafios, dúvidas... eram aventuras fantásticas cheias de poder e magia. 

e mesmo que com pouco enredo a ser trabalhados, mesmo que fosse apenas pequenas poças pra pular com galochas coloridas, típicos de um dia sem aula, a profundidade oceânica ficava por conta da criatividade do figurino, do design, do riso solto e fácil, e até do simples demais, tão simples que parecia sob alcance da nossa tela, na sala. porque obviamente que eu podia fazer Moby Dick levitar; ou melhor, qualquer outro Bianca que minha mãe comprava na banca do Valter. 

uma vez eu consegui e claro que ninguém acreditaria. 

Imagine-se agora comigo de volta ao sofá, mergulhando na magia e no refúgio extraordinário do Castelo Rá-Tim-Bum. preciso confessar algo muito sério sobre o Castelo. uma curiosidade pior do que o dia que a mostra dele chegou em São Paulo e  eu não consegui ver. EU ME SENTIA EXTREMAMENTE FRUSTRADA POR ELE SER CURTO. EU FICAVA MUITO TRISTE POR ELE ACABAR LOGO, E se eu pudesse processaria os criadores por isso. ele precisava ter um pouco mais de sonho para nos ofertar de manhã. eu ficava sozinha em casa, eu só tinha eles. :)


os cenários, a magia que ainda ocupa um lugar aqui, as curiosidades e portinhas, e segredos encontrados em qualquer lugar que olhasse, talvez tivesse me deixado curiosa até demais. tipo: por que nenhuma porta da cozinha do castelo eram abertas? e tinha muitas! 
Agora sente comigo esse  aconchego rústico e musical da fazenda no Cocoricó. nessa hora eu queria mais achocolatado, e bolo da minha vó, e eu não tinha vó. eu juro. mas eu queria me mudar para um sítio toda vez que a musiquinha começava. dava pra sentir o cheiro de bolo de milho, total cozyhome como sempre amei!



Podemos relembrar a amizade e a simplicidade lúdica de Bananas de Pijamas e a calma profunda do Pequeno Urso, com sua estética de ilustração clássica e carinho familiar. O pequeno urso me lembra Beatrix Potter de alguma biblioteca pública... toda vez que chove quero ver pequeno urso e ainda não aceito que minha sobrinha prefere ver crianças fazendo caretas e com o cabelo pintado no youtube. lembrando que incluo nessa também Os Camundongos Aventureiros, celebrando a história da arte, as curiosidades da vida tanto no campo quanto na cidade. Era um verdadeiro roteiro de paz para o coração de uma jovem, sozinha em casa, que vivia sonhando em viajar para conhecer o mundo. eu JURO que eu era apaixonada:



lembro também da energia contagiante da Punky, a Levada da Breca, {a música eu sei cantar até hoje.} com sua criatividade nos looks coloridos e o calor de um novo lar, ao lado do encanto de Matilda, que me ensinou muito da doçura de encontrar nosso lugar no mundo através dos livros, mesmo com muitas dificuldades. Matilda era atrevida, criativa, e forte! eu tive no ensino fundamental uma dona trunchbull igualzinha. por alguma motivo, e me recuso a me analisar como faço todos os dias, tinha algo em 'crianças criativas abandonadas que me fascinava... se elas se vestissem de uma maneira diferente, pronto, EU FICAVA MALUCA!!! estou te dizendo, aquariana da década de 90!



ah, para completar esse clima, temos o cotidiano divertido e os bonecos inesquecíveis da Família Dinossauro, o calor de uma casa cheia de vida, e esse mais do que eu, quem mais amava, era meu irmão!!! eu me amarrava na arte, mais do que dos bonecos, mas da casa deles! olha o climinha de lar aconchegante: juro que quero ainda morar numa casinha assim, e eu já tenho 35, e ainda preciso tirar o bolorado da parede. eu sofro com a vida real!



e por último, mas não menos importante, - falando em design, ambiente delicinha, e afins, outra série conforto que amo assistir para me regular, descansar minha cabeça, é Full House. Tem todo o combo, roupas, jovens criativas, casinha conforto com estilo cozy, e afeto. e repetindo, eu vou fingir que não vejo um padrão aqui. eu tô insuportável! Bônus: eu sou apaixonada por Chapolin também, e claro que não só o humor, é a fotografia da novelinha! aliás, era um dengo as casas de novelas mexicanas antigas, sempre gostei. quando vi Maria do Bairro tomando banho de caneca no capitulo um, me identifiquei porque eu estava fazendo o mesmo naquela semana. me conta nos comentários desse post o que achou? é de 91 também? também adorava alguma película dessa minha seleção de favoritos? o que você gosta de assistir quando está chovendo ou triste? não vale Crepúsculo. [eu amo também, rsrsrs}


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